sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Ubuntu Kazam Audio (Resolvido)

Para mim o Ubuntu 16.04 foi um divisor de águas por ser o Ubuntu o único sistema que eu tenho contato durante muito tempo. Foi nessa versão que o sistema não centralizava as configurações do xorg em um único arquivo, mas em uma pasta. Então para configurar o sistema de acordo com seu monitor e placa de vídeo manualmente, basta mover o arquivo .conf renomeado, e já configurado de acordo, para a pasta "/usr/share/X11/xorg.conf.d/". O que o sistema faz é verificar o arquivo com a configuração correta. Essa ideia está também na configuração de aplicativos. Os arquivos estão localizados em uma pasta de mesmo nome no diretório do usuário, assim a configuração não será para todos os usuários. No Kazam não é diferente.

Configurando o arquivo "/home/USUARIO/.config/kazam/kazam.conf" você consegue ativar o áudio. Nada funciona melhor no Linux do que a confiável configuração manual. No arquivo, procure no bloco "[main]" pelo "capture_speakers = False" (para gravar o som da atividade do sistema) e o "capture_microphone = False" (para o microphone) e mude-os para "True". Deve ficar da seguinte forma:

capture_speakers = True
capture_microphone = True




Depois disso, basta controlar o audio do microfone no próprio sistema, usando "configuração de som..." na barra de notificações. Por padrão, o microfone fica em volume muito baixo no Ubuntu. No final dá pra vê que é uma falha no desenvolvimento do ambiente gráfico do Kazam que deve ser resolvido. Mas sabendo que esse problema é fácil de se contornar e o aplicativo tem ótimo desempenho, vale a pena usá-lo para criar vídeos de seu PC funcionando.

Conclusão

Toda vez que você se deparar com um problema, pense que você está usando Linux e há muitos arquivos .conf por ai. Se você não encontrar uma solução fazendo uma pesquisa na internet, talvez a solução seja bem mais prática do que imagina. Não perca tempo procurando, digite sudo updatedb e em seguida use o mlocate para localizar arquivos relacionados ao aplicativo. Eu não demorei muito tempo para descobrir como solucionar o problema do Kazam fazendo dessa forma. No fundo, o Linux é prático assim mesmo.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O Ovo Ou A Galinha

Quanto tempo eu fiquei longe desse blog. Faz mais ou menos uns 6 meses que eu não escrevo aqui, mas foi apenas por falta de conteúdo mesmo. Mas nesse artigo eu vou escrever sobre o avanço tecnológico da humanidade nesse século e quem está liderando isso. Pelo que se ver até agora, forças ocultas estão se esforçando para limitar esse assunto ao dilema do "ovo ou a galinha", mas nesse caso já foi superada a dúvida.
A história é bem clara em duas coisas. Nós avançamos muito mais durante a existência da URSS do que em todos os outros momentos da história da humanidade junto. Eles foram os primeiros a enviar um satélite, um ser vivo e depois um homem ao espaço. A URSS também foi o primeiro a construir uma estação espacial, o Mir. Sabemos porque os americanos gostam de dizer que foi a pressão para vencer a guerra que proporcionou o avanço. Agora é diferente.

Me deparei com o artigo do Sputnik resumindo os avanços da China nessa área que mostra que os EUA estão atrás de novo. "A China foi o primeiro país a colocar em órbita um satélite para testar a ligação quântica e um satélite para testar o motor perspectivo EmDrive." O EmDrive é um novo sistema revolucionário de propursão que não requer combustível. Nessa questão parece que voltamos a década de 60 porque a NASA disse que provou que o motor funciona. Parece que a NASA colocou força na ideia de que a China copiou o motor também.

Conclusão

Esse caso mostra que o ocidente sempre vai usar essa ideia de que a China pirateia tudo dos EUA porque a China sempre vai ultrapassar os EUA em muitas coisa. Mas contra essa jogada, a China sempre vai ter aquela velha piada. A Russia pode ter levado o primeiro homem ao espaço, mas o EUA o primeiro a levar o homem para o mundo da lua.

domingo, 10 de julho de 2016

Aprenda Na Prática A Implementar O IPv6 Com CGI.br E C.O.R.E.

Eu me lembro bem quando eu fiz o meu curso técnico em manutenção e suporte em informática. O curso envolvia além de conserto, eletrônica analogica e digital e administração de redes Linux e Windows. No módulo de administração de redes eu fui apresentado ao emulador do CCNA. Como em muitos módulos, não obtive todo o conhecimento. Me arrisco a dizer que, na área geek, há muito preconceito que se esforça para esconder certas informações de certos grupos sociais. É claro que há também a falta de conhecimento e o avanço rápido do desenvolvimento tecnológico para dificultar o aprendizado.

Impedido também de aprender plenamente a desenvolver em flashplayer (em 2006), ou a usar o osciloscopio. Agora ví o flashplayer ser substituído pelo mais simples HTML5. O simulador do CCNA também foi esquecido mas o seu substituto está mais do que pronto.

Core-Network



Foi criado pelo laboratório da marinha americana, ponto para o EUA que conseguiu colaborar com algo além da guerra. O core-network tem suporte ao IPv6, o que é excelente para treinar profissionais para a próxima geração de IP. O Core está disponível no repositório oficial do Ubuntu 16.04, então não é necessário se dá ao trabalho de adicionar o repositório ao sistema. Estar disponível para o Linux é o ponto de vitória para o projeto.

CGI.br ensina a implementar o IPv6 usando o Core para aprendizado

O Comiter Gestor da Internet Br, através da sua divisão IPv6.br disponibilizou um PDF para você saber tudo sobre o novo protocolo. Eles já tinham diversos ebooks sobre o assunto, IPSec, Tunel, e outros, mas nesse PDF, todo o aprendizado é baseado na prática usando o emulador de redes da marinha americana. Muito melhor agora. É a situação intermediaria entre o real e a teoria para que o profissional possa passar para o laboratório sem gastar muito.

Um PDF completo sobre toda a prática de implementação do IPv6 e um emulador de rede, tudo de graça. É exatamente como deveria ser. Informação disponível para todos gratuitamente. Esse parece o fim da educação privilegiada ao menos nessa área, a mais importante do mundo.


Conclusão

Esse artigo possui o conjunto mais generoso de informações para quem gostaria de aprender sobre rede de comunicações. Um PDF completo para aprender na prática com o emulador de rede Core, como implementar o protocolo IPv6. Acreditem, essa é a melhor opção que você terá na internet e de graça. Parabenizo a marinha americana e o CGI.br, foi o melhor projeto que eu já vi.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Aproveitaram o Blockchain e Descartaram o Bitcoin

O Bitcoin é uma criptomoeda que está na moda desde 2013 quando chegou a custar certa de US$ 1,300 a unidade. Mas não está saindo desse status. Particularmente não gostei desse projeto por ser o mais admirado pelos liberais. Eu sou socialista. Mas parece que há uma ideia do Bitcoin que pode ser aproveitada, e eu não vou deixar de aproveitar só por ideologia.



Vi um vídeo de uma entrevista com o arquiteto de soluções da IBM Brasil, Juiz Jeronymo. Ele explicou na entrevista, o que a IBM está planejando para a Blockchain, a "tecnologia por tráz do Bitcoin". É importante observar o que ele deixou claro na entrevista. Que a IBM não está envolvida em qualquer projeto de criptomoeda e nem seus clientes, e que o "modelo matemático de concenso" (eu não sei o que ele quis dizer) do Bitcoin não pode ser aproveitado. Em resumo, e até destacado por Jeronymo como uma das 3 vantagens, ele explicou que a IBM está interessada na ideia para combater fraudes. Isso é uma ironia. Dê uma olhada no vídeo, é curto mas bem generoso.

Código Fonte Aberto: Só o Aécio Não Entendeu

Na entrevista o arquiteto Jeronymo revelou que a IBM doou o código fonte básico que a empresa vinha desenvolvendo para a Linux Foundation e juntos, fundaram o projeto Hiper Ledger. Segundo ele, a IBM acredita que essa é a "melhor maneira que o mercado tem de adotar a Blockchain." Com código fonte aberto disponível para todos. Não vou ser bonzinho com a IBM e direi que sua equipe descobriu algo novo para eles. Ninguém seria doido de deixar o seu dinheiro nas mãos de um aplicativo que ninguém sabe como funciona. Parece que só o Aécio Neves não entendeu isso. Mesmo que nossas urnas eletrônicas tivessem código fonte aberto, ele insistiu em aprovar o voto impresso.

Conclusão

Blockchain pode resolver muitos problemas da sociedade e economizar dinheiro. Mas o objetivo principal não é promover o Blockchain, que bom porque é difícil depois de vê quem são os interessados (J.P. Morgan e algumas empresas de derivativos) e quem não está interessado (China). Observe também que o github mostra o projeto todo escrito em Python. Podemos mostrar que o próprio mercado não está interessado na solução que seus admiradores criaram. Lembrando que não se pode descartar a ideia, então vá até lá se informar sobre esse e quem sabe, outros projetos tecnológicos que possam interessar.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Python? Melhor não...

A algum tempo decidir aprender uma linguagem de programação para adquirir conhecimento. Já havia estudado HTML/CSS/ECMAscript/jQuery e PHP, mas não foi por cursos tradicionais e nem me ajudaram muito. O codecademy tem, em português, o curso de Python, por isso resolvi fazer. Mas o tempo mostrou que não foi uma boa escolha.

Primeiro achei que a dificuldade fosse minha, mas logo descobri que havia muitos problemas de tradução no sistema da codecademy que atrapalhavam demais. Logo, descobrir que o Python também era cheio de defeitos. Os que eu localizei foram as falhas de comunicação. Há diferença de sintaxe entre as versões, mas a equipe não deixou isso claro em nenhum momento. Apenas pesquisando por minha própria conta descobri as diferenças entre o Py2 e Py3. Tudo bem, mas ai eu descobrir uma possível falha que ao meu ver, pode ser bem grave.
Será? 😱 https://mobile.twitter.com/TechInfected/status/740551671634395136


Eu não sou programador nem nada, mas pelo que eu aprendi a base da programação é True/False. Exemplo: Se você quiser pesquisar pelo seu nome no banco de dados de alguém, a linguagem de programação vai ver que o seu nome consta na lista. Se sim, ele é "True" e retorna o resultado de tudo o que você quer saber, se não, ele é "False" e dirá que ele não tem seu nome lá. Toda e qualquer programação, escrita em qualquer linguagem, tem como estrutura principal o True/False. Uma falha nesse sentido é intolerável.

Até agora essa é a única notícia sobre essa falha. Nem sei se é uma falha mesmo porque ainda estou aprendendo e não vou arriscar, mas é preocupante. Observe que o Ubuntu tem um utilitário importantíssimo que é escrito em python.

Se não há essa falha, não quer dizer que o Python se dê bem. Há um outro detalhe muito importante que deveria aposentar a linguagem. O fato de até hoje não haver nenhum programa reconhecido escrito com ele. São sempre programas pequenos que se limitam a fazer coisas básicas e que poderiam ser facilmente escritos em outra linguagem. Ainda assim, esses programas apresentam problemas. O atualizador do Ubuntu por exemplo, costuma notificar que há atualização quando não há, ou quando estou justamente fazendo a atualização.


Openshot é escrito em Python.

O Openshot é um aplicativo de edição de vídeos básico, mas que simplesmente não é atualizado com frequência é em intervalo de vários meses e até 1 ano. Nele, se você ao revisar o vídeo e deixar o progresso chegar até o final, todo o sistema operacional trava, independente do tempo de vídeo, obrigando a você cortar a energia. Isso é trágico!

Conclusão

Grandes programas são escritos em outra linguagem que não é o Python. Programas importantes no mundo do Linux como o Gimp e o Inkscape, escritos em C e C++ respectivamente (segundo o Wikipedia), estão firmes e fortes em popularidade. Demorei para reconhecer e só reconheci quando vi com meus próprios olhos. Mas um erro que eu reconheço ao espalhar por ai que a onde é Python, mesmo dizendo que não sou programador, e devo pedir desculpas.

Mas calma ai! Você que usa Linux. Eu pensei em programar em Python porque ele está instalado por padrão nos Linux. Bom, o C e C++ também estão todos instalados por padrão no Linux, então tá ai a solução. Eu sei que o pessoal fala que é mais difícil, mas a experiencia mostrou que é bom olhar com nossos próprios olhos.

Extra: Onde Aprender

Além da apostila de C/C++ que disponibilizei no link também tenho o PDF em JAVA da parceria do ministério da educação com o estado do Piauí e com o estado de Minas Gerais (Esse tenho certeza que é permitido porque foi disponibilizado no próprio sítio do Ministério da Educação). Mais se quiser começar desde o começo, há esse PDF de lógica de programação e C. É legal pra entender como surgiu a programação orientada a objeto sabendo como era a programação sem ele.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Instalando Mods no Minetest

Todo mundo conhece o Minecraft. O jogo é um sucesso e agora, felizmente, abandonou o Java e agora está todo programado em C. Isso melhora muito o desempenho do jogo. Mas o desempenho não é tão bom quanto o do Minetest, um jogo idêntico mas com a diferença de ser gratuito.


É claro que Minetest não poderia ser tão idêntico quanto o original. Quando nasceu, ele nasceu diferente. Mas nessa solução gratuita é possível instalar modificações que podem tornar o jogo mais parecido com o Minecraft. Nesse artigo eu vou mostrar como instalar "mods" no Minetest do GNU/Linux (Para aqueles que tem Windows, eu não tenho o tutorial aqui).

O Minetest está disponível no Ubuntu Software, então você pode baixá-lo lá que é bem fácil. Em seguida, para instalar as modificações, você apenas extrai o arquivo .zip para a pasta "/usr/share/games/minetest/games/minetest_game/mods/" do jogo. E é só isso. É fácil mas talvez as pessoas queiram uma segurança. O mod "Crafting" deixa a grade do seu inventário igual ao do Minecraft, e o "cme" adiciona criaturas. Veja só como eu fiz:

Esse mod é o que torna o Minetest com o mesmo processo de criação do Minecraft.

Adiciona criaturas.
Veja que as pastas "cme" e "Crafting" estão lá agora.


Os Mods podem ser baixados no sítio do Minetest, e além de ter essas modificações, há muitas outras que você poderá baixar e usar. É sempre bom ter uma solução do seu jogo favorito que seja gratuito. E esse artigo foi criado com base no Ubuntu 16.04 LTS 64 bits.

domingo, 8 de maio de 2016

Apparmor padrão no Ubuntu 16.04

O Ubuntu 16.04 LTS foi lançado a pouco tempo. Aos poucos as atualizações estão sanando os problemas até que a versão 16.04.1 seja lançada, versão recomendada para atualização definitiva. Já vi atualizações do XINIT e xstart, do gnome-software, e do próprio atualizador. O Ubuntu vai ganhando o corpo necessário para se tornar um sistema seguro. 

Segurança

Mas há algo que aumentou de forma extraordinária a segurança no Ubuntu 16 em relação as versões antigas. O Apparmor, um aplicativo para o controle de acesso mandatório, vem instalado e operando por padrão no Ubuntu 16.04. Isso vem para enfraquecer o SELinux do NSA, e significa também um sistema infinitamente mas seguro que o anteriores. Principalmente contra invasões ou possíveis malwares que venham a ser feitos para o sistema. O controle de acesso mandatório (MAC) não funcionava nas versões LTS anteriores. O que possibilitava ao administrador do Ubuntu escolher entre a instalação do SELinux, Apparmor, Smack ou outros.


Mas porque o Apparmor acrescenta significativa segurança ao Ubuntu? É fácil saber porquê se você souber como funciona. Antes, bem antes, os sistemas GNU/Linux contavam como segurança com o firewall, o TCP Wrappers, o umask e o controle de acesso a diretórios (as famosas permissões de acesso a arquivos e pastas). O MAC é aquela camada de segurança que nenhuma dessas outras ferramentas consegue alcançar. Ele controla e monitora o acesso aos arquivos feitos pelos processos, ou seja, quais arquivos um aplicativo ou utilitário pode acessar.

Por que?

Pense bem, quantos processos no Linux estão operando e que, se fossem maliciosos, poderiam estar acessando arquivos importantes sem você saber e de qualquer lugar do HD, já que ele rodam como root. Abra o console e digite ps aux veja a quantidade de processos que estão rodando cujo dono é você e quantos o root rodou automaticamente porque o sistema precisa deles para operar.

Conclusão

Não há dúvida agora de como o sistema ficou muito mais seguro agora não é? O Ubuntu 16.04 é um trabalho profissional. Uso ele desde que ele foi lançado no dia 21, e não me arrependi de ter ele como meu sistema principal. Se ficou curioso com algo que você não entendeu, tente o manual do Debian, é muito generoso.