quinta-feira, 19 de maio de 2016

Instalando Mods no Minetest

Todo mundo conhece o Minecraft. O jogo é um sucesso e agora, felizmente, abandonou o Java e agora está todo programado em C. Isso melhora muito o desempenho do jogo. Mas o desempenho não é tão bom quanto o do Minetest, um jogo idêntico mas com a diferença de ser gratuito.


É claro que Minetest não poderia ser tão idêntico quanto o original. Quando nasceu, ele nasceu diferente. Mas nessa solução gratuita é possível instalar modificações que podem tornar o jogo mais parecido com o Minecraft. Nesse artigo eu vou mostrar como instalar "mods" no Minetest do GNU/Linux (Para aqueles que tem Windows, eu não tenho o tutorial aqui).

O Minetest está disponível no Ubuntu Software, então você pode baixá-lo lá que é bem fácil. Em seguida, para instalar as modificações, você apenas extrai o arquivo .zip para a pasta "/usr/share/games/minetest/games/minetest_game/mods/" do jogo. E é só isso. É fácil mas talvez as pessoas queiram uma segurança. O mod "Crafting" deixa a grade do seu inventário igual ao do Minecraft, e o "cme" adiciona criaturas. Veja só como eu fiz:

Esse mod é o que torna o Minetest com o mesmo processo de criação do Minecraft.

Adiciona criaturas.
Veja que as pastas "cme" e "Crafting" estão lá agora.


Os Mods podem ser baixados no sítio do Minetest, e além de ter essas modificações, há muitas outras que você poderá baixar e usar. É sempre bom ter uma solução do seu jogo favorito que seja gratuito. E esse artigo foi criado com base no Ubuntu 16.04 LTS 64 bits.

domingo, 8 de maio de 2016

Apparmor padrão no Ubuntu 16.04

O Ubuntu 16.04 LTS foi lançado a pouco tempo. Aos poucos as atualizações estão sanando os problemas até que a versão 16.04.1 seja lançada, versão recomendada para atualização definitiva. Já vi atualizações do XINIT e xstart, do gnome-software, e do próprio atualizador. O Ubuntu vai ganhando o corpo necessário para se tornar um sistema seguro. 

Segurança

Mas há algo que aumentou de forma extraordinária a segurança no Ubuntu 16 em relação as versões antigas. O Apparmor, um aplicativo para o controle de acesso mandatório, vem instalado e operando por padrão no Ubuntu 16.04. Isso vem para enfraquecer o SELinux do NSA, e significa também um sistema infinitamente mas seguro que o anteriores. Principalmente contra invasões ou possíveis malwares que venham a ser feitos para o sistema. O controle de acesso mandatório (MAC) não funcionava nas versões LTS anteriores. O que possibilitava ao administrador do Ubuntu escolher entre a instalação do SELinux, Apparmor, Smack ou outros.


Mas porque o Apparmor acrescenta significativa segurança ao Ubuntu? É fácil saber porquê se você souber como funciona. Antes, bem antes, os sistemas GNU/Linux contavam como segurança com o firewall, o TCP Wrappers, o umask e o controle de acesso a diretórios (as famosas permissões de acesso a arquivos e pastas). O MAC é aquela camada de segurança que nenhuma dessas outras ferramentas consegue alcançar. Ele controla e monitora o acesso aos arquivos feitos pelos processos, ou seja, quais arquivos um aplicativo ou utilitário pode acessar.

Por que?

Pense bem, quantos processos no Linux estão operando e que, se fossem maliciosos, poderiam estar acessando arquivos importantes sem você saber e de qualquer lugar do HD, já que ele rodam como root. Abra o console e digite ps aux veja a quantidade de processos que estão rodando cujo dono é você e quantos o root rodou automaticamente porque o sistema precisa deles para operar.

Conclusão

Não há dúvida agora de como o sistema ficou muito mais seguro agora não é? O Ubuntu 16.04 é um trabalho profissional. Uso ele desde que ele foi lançado no dia 21, e não me arrependi de ter ele como meu sistema principal. Se ficou curioso com algo que você não entendeu, tente o manual do Debian, é muito generoso.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Ubuntu 16.04 LTS

Lançado o Ubuntu 16.04 e eu decidir instalá-lo o quanto antes. Dessa vez, nada de atualizar, fiz uma instalação limpa. Não porque eu achava que daria problema dessa vez, mas porque eu achava que essa versão viria com muitas novidade. Então, aproveitei para particionar o HD da forma que eu mais preferiria e dessa vez, instalei a versão 64 bits do sistema. Nenhum problema, a instalação não levou nem 15 minutos, tive que me preocupar apenas com as configurações personalizadas que meu notebook exigia.

Configurações da tela (Resuloção e SIS 771/671


Em um artigo não muito antigo eu escrevi a solução para a resolução de tela no meu caso. Levei meses para encontrar a solução e fiquei com receio de não encontrar para esse sistema, já que ele viria com o servidor gráfico Mir. Se veio ou não, eu não sei, disseram que não por padrão. Só sei que no caso do Ubuntu 16.04 o "xorg.conf" deixou de existir como no 14.04. Agora é uma pasta com vários arquivos ".conf" com a configuração para cada placa.

Essa mudança foi uma das melhores, rasgo elogios, pois apenas tive que copiar o arquivo xorg.conf para a pasta e reiniciar o sistema, nem precisei renomear o arquivo. Se sua configuração é personalizada manualmente também, faça o teste. Salve o arquivo "xorg.conf" em um pendrive e depois copie dentro da pasta "/usr/share/X11/xorg.conf.d/" depois de instalar o Ubuntu 16.04. Excelente, você não precisa modificar os arquivos existentes e correr o risco de danificá-los sem saber consertar.

Instalação do Java oficial nessa nova versão. 

Se você acompanha esse blog deve saber que eu escrevi um artigo ensinando a instalar o JAVA oficial no Ubuntu 14.04. Mas agora estamos no 16.04, como ficou a instalação nesse sistema?

No 16 LTS, o OpenJDK não está instalado então você não vai precisar removê-lo, ao menos na versão 64 bits. O resto, nada mudou. Nem um detalhe. A não ser é claro, a pasta que identifica se a versão do sistema é 32 bits ou 64 bits. Clique no link e pode seguir o mesmo procedimento. Mais um ponto crucial para o Ubuntu. O JAVA está na sua versão 1.8.0_92 atualmente.

Novidades

Não posso acrescentar muito nesse caso, alias, que chato o sítio do Ubuntu não deixar essas informações mais fáceis. Vou listar algumas processas junto com a realidade que é o novo sistema.

  1. Sistema de inicialização systemd = Seria o substituto do upstart, mas o upstart ainda está lá apesar do systemd também está.
  2. Python 3 = O Python 3 já vem instalado por padrão, mais o 2 continua sendo o "python". Não é um grande problema.
  3. Servidor gráfico Mir = Também não é o padrão e o uso dele não ficou muito claro para mim.

Reconheço que o Ubuntu fez um grande esforço, mas continuo frustrado pela falta de definição. De qualquer forma, tudo ficou muito bem colocado.

Conclusão

Se você observar bem, as criticas se limitaram apenas a falta de novidades ao sistema. Isso porque o sistema ficou muito bom, ao menos para mim. A nova forma de configuração do "xorg.conf" foi um grande acerto, e isso pra mim foi o que mais contou nos pontos. O Ubuntu acaba nem parecendo um sistema gratuito, mas acredite, ele é.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

PC-BSD, é a opção mais econômica

falei sobre o FreeBSD nesse blog, agora vamos falar sobre o PC-BSD, a versão para Desktop que utiliza o Kernel FreeBSD. Não vou falar muitos detalhes sobre esse sistema operacional generoso e moderno. Isso porque ele é exatamente um S.O., assim como qualquer outro com benefícios e desvantagens. Mas nesse sistema tem um espaço especial por aqui por possui um benefício que você sempre quis ver no Windows e até nas distribuições Linux. Ter colocado um servidor e um cliente em um mesmo ISO para gravar em um disco.


A muito tempo o PC-BSD possui em uma ISO, dois sistemas operacionais. Antes é o PC-BSD e o FreeBSD, que eu considerava uma versão Estação de Trabalho e Servidor respectivamente. Conforme o tempo foi passando, vi mudanças na comunidade de tecnologia da informação que me assustaram. O OpenSolaris foi aposentado, o Slackware perdeu sua importância, o Kurumin NG não deu certo e o OpenOffice chegou a desaparecer. Fiquei com medo que essa súbita mudança também atingisse o "dual OS" no PC-BSD, porque se a tão poucos a fazerem, há uma evidente dificuldade em relação a isso. Felizmente isso não aconteceu.


Houve mudanças sim. Por alguma razão que eu desconheço, o FreeBSD não está mais no disco, mas ao invés de desaparecer com uma segunda opção, a equipe teve a brilhante ideia de criar um sistema servidor oficial, o TrueOS. Então por enquanto, as duas opções de sistema operacional em um disco (Desktop/Server) continua no PC-BSD, felizmente, e espero que continue assim por bastante tempo. Então se quiser um disco com esses dois tipos de sistema, basta baixar o PC-BSD que virá com os dois sistemas. Pra quem prefere mesmo o FreeBSD, você ainda pode baixá-lo no sítio oficial do projeto.

terça-feira, 29 de março de 2016

Visual Studio no Ubuntu

Os programadores estão se esbaldando com tantos aplicativos que não precisam instalar. E pra quem usa GNU/Linux, você pode encontrar versões para esses app para o sistema operacional da mesma forma. Foi navegando na internet que eu descobri que a Microsoft havia lançado um editor de códigos chamado Visual Studios Code. Esse também segue o exemplo do Eclipse e não requer a instalação no Linux.
Como no Eclipse, no entanto, você vai querer organizar e adicionar no menu do seu sistema. Lembrando que eu utilizo o Ubuntu 14.04LTS, o Eclipse ficou organizado da seguinte forma.

Eu extrair o aplicativo compactado no diretório "/opt". Foi necessário usar as permissões do root para todo o processo. Depois de extrair o Eclipse na pasta eu criei o arquivo /usr/share/applications/eclipse.desktop. Veja o procedimento abaixo:

$ sudo tar -xzvf Downloads/eclipse-jee-mars-R-linux-gtk-x86_64.tar.gz /opt

$ sudo nano /usr/share/applications/eclipse.desktop


O conteúdo é o seguinte:
/usr/share/applications/eclipse.desktop
[Desktop Entry]
Name=Eclipse 4
Name[en]=Eclipse
GenericName=Eclipse IDE para JAVA
Exec=/opt/eclipse/eclipse
Terminal=false
Icon=/opt/eclipse/icon.xpm
Type=Application
Categories=Development;IDE;
Comment=Integrated Development Environment para programação em JAVA
NoDisplay=false

No caso do Visual Studio Code da Microsoft, eu fiz a mesma coisa. Extrair o aplicativo que eu baixei do sítio oficial do projeto na pasta "/opt" e criei o arquivo "/usr/share/applications/vsCode.desktop". Veja o procedimento abaixo:

$ sudo unzip Downloads/VSCode-linux-x64.zip -d /opt
$ sudo nano /usr/share/applications/vsCode.desktop

O conteúdo é o seguinte:
[Desktop Entry]
Name=VScode
Name[en]=VScode
GenericName= Editor de códigos
Version=1.0
Type=Application
Terminal=false
Exec=/opt/vsCode/VSCode-linux-x64/code
Icon=/opt/vsCode/VSCode-linux-x64/resources/app/vso.png
Categories=Development;IDE;
Comment=Editor de códigos oficial da Microsoft (https://code.visualstudio.com/)

E pronto, você tem duas ferramentas para ser um programador no sistema Linux.

A fonte desse artigo foi tirada do blog do Edivaldo.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Antivírus para Linux

Com o intuito de orientá-los a uma solução de prevenção contra malwares, é hora de mostrar que há algumas soluções. Apesar de muitos ainda acharem que o Linux "não pega vírus", é importante mostrar que Antivírus para Linux existem e estão a disposição. Para se ter uma visão, o Clamav é o Antivírus do Linux e ele não é atualizado desde 12/2009. Apenas o banco de dados é atualizado o que é suficiente para o sistema Linux que geralmente irá scanear arquivos para outro sistema. O comando sudo aptitude install clamav é suficiente para instala-lo.

Apenas 3 Antivírus sobreviveram na plataforma Linux, de uma lista bem variada. Eles são o Comodo, BitDefender e o F-PROT. Mesmo assim você notará que alguns deles sequer foram convertidos em pacotes, estão em versão gratuita ou são suportados pela sua versão do Linux. De qualquer forma, é bom que tenhamos conhecimento da opção disponível. E se tiver bastante intimidade com o sistema, não haverá dificuldades em instalar e usar o programa.

Por que usar Antivírus?

Para a maioria, o Linux é feito de uma forma que dificulta a criação de malwares para o sistema. Embora na prática seja muito difícil, na teoria é bastante possível. Além disso, há uma série de razões além de proteger o sistema. Você pode querer compartilhar um arquivo inofensivo ao seu Ubuntu mas prejudicial ao Windows 7. Você pode ter um servidor samba que compartilha arquivos com um sistema Windows. Também poder querer usar o Linux para verificar o Windows usando a rede. A muitas razões, continue vendo outras e decida se você quer um Antivírus ou não.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Aplicativo De Bolsa De Valores Do Ubuntu (Problemas com invest-applet)

O Ubuntu utiliza o invest-applet para visualizar ações de empresas e bolsas de valores. É o aplicativo padrão do Gnome e parece não está disponível para o ambiente gráfico Unity. Ele é muito bom porque é muito leve para rodar e na ocupação de espaço na tela. No meu caso, tive muitos problemas porque a opção "Preferences" deixou de funcionar e o campo de adição de dados estava quebrado. Mas vou falar sobre isso depois, vamos aprender a usar o programa.
O ícone muda de cor indicando o desempenho do mercado.
Para rodar o programa você precisa Adicionar ao painel... o "Investir". Um ícone de cores roxa e branca aparecerá na barra de tarefas do gnome, se você der um clique nele pela primeira vez, ele abrirá a janela "Preferences". Nessa janela você encontra uma tabela onde você vai colocar o código da empresa na primeira coluna (Símbolo) e o nome da empresa na segunda coluna (Rótulo). Depois que adicionar todas as empresas brasileiras e mundiais que você quer monitorar, escolha a moeda que você quer usar como referencia no campo "Moeda". Eu escolhi o Real, ao digitar a opção aparece automaticamente para você selecionar com o mouse.

Os mercados financeiros são o indicador da economia de um país, então esse aplicativo é muito útil para quem não quer ficar caçando os resultados de um dia de cada empresa nos sites de economia.


Detalhe mais técnico

No meu caso, o invest-applet estava quebrado. A opção "Preferences" ao clicar com o botão direito do mouse no ícone do applet (Marcação Nº 1), não funcionava. Então toda vez que eu quisesse adicionar uma nova empresa, eu tinha que apagar todas as empresas e depois adicionar todas de volta e a nova empresa. Mas não é simples apagar as empresas sem abrir o "Preferences". Até esse artigo, não havia nenhuma outra publicação que tenha o detalhe técnico sobre o aplicativo. Eu tive que descobrir como fazer sozinho.
Esse é o resultado do meu trabalho. Alias, deu muito trabalho descobrir tudo isso. 1 dia inteiro.

Para isso, use o "Remover do painel" para fechar o applet, depois apague o diretório /home/USUARIO/.gnome2/invest-applet e todo o seu conteúdo (Marcação Nº 4). Depois você vai Adicionar ao painel... o "Investir" novamente e clicar no ícone que ele abrirá a janela "Preferences" direto. Observe que cada vez que você quiser alterar os dados, você precisará fazer esse procedimento, tendo que adicionar um por um, todos os dados.

Outro problema é na visualização da tabela para adicionar as informações, mas é só uma questão de ter precisão milimétrica com o mouse. É muito chato, mas tem como sobreviver até chegar uma atualização para esse problema. Pesquise no Yahoo (Marcação Nº 2), já que o applet utiliza o API da empresa para buscar os dados, os códigos das empresas (Marcação Nº 3) e anote tudo em um arquivo de texto. Isso vai facilitar muito a sua vida. Você pode dá uma olhada no meu arquivo se quiser e pesquisar em páginas de economia em Português, outras empresas. Espero que esse artigo tenha sido útil.
Ubuntu 16.04 também possui esse aplicativo acessível da mesma forma.