domingo, 19 de fevereiro de 2017

Por Que Eu Não Migrei Logo Para O Kdenlive?

Eu sempre usei o Openshot e sempre expressei nas redes sociais o problema que esse editor de tem para trabalhar com arquivos gerados por algumas marcas de câmeras. Então é até compreencível que alguém questione a razão para não ter deixado o Openshot antes. Por esse motivo, o artigo serve também para os desenvolvedores que lerem, e que saíbam português.

Por que?

Se você pensar em outras soluções além do Kdenlive, as mais recentes são o Openshot e o Pitivi. O Pitivi não foi a minha escolha porque o aplicativo tem problemas. Hoje por exemplo, há uma falha que impede de adicionar o arquivo a timeline para edição. É preciso segurar e soltar rapidamente, um trabalho que eu não gostaria de ter. Não lembro o problema que eu tinha com o Pitivi a primeira vez que instalei, mas no final acabei escolhendo o Openshot.

Mas eu lembro bem a razão para não ter adotado o Kdenlive no momento em que eu procurava um editor de vídeo, e era o tamanho. 360MB eram necessario para fazer o Kdenlive funcionar em qualquer distro Linux que não use o KDE como ambiente gráfico. Eu tinha internet pra isso, e tinha espaço no HD também. Só que sempre escutava aquela voz, que parecia vir do computador, perguntando o que todos aqueles arquivos vão fazer no sistema.
Aplicativos do KDE necessitam da biblioteca do KDE. Já havia baixado 60MB de biblioteca do KDE ao instalar o Kdenlive, e ele me pediu mais 38MB para instalar o okular.
O que mudou?

Mudou exatamente o que faltava no Kdenlive e a dependencia diminuiu muito. O aplicativo ficou muito mais eficiente sendo necessário agora o total de 70 MB de arquivos (57 MB se você adicionar o repositório oficial) para faze-lo funcionar no Ubuntu. Esse é de tamanho menor que o Lightworks ou o Natron2, esses dois por acaso precisão de registro para usar (Mas duas senhas para decorar).

Isso foi suficiente para deixar o Openshot. Mas eu não simplesmente advinhei que os desenvolvedores do Kdenlive já haviam reduzido o tamanho do seu produto. O problema é que eu precisei gravar um vídeo em uma câmera Samsung e o Openshot não conseguiu processá-lo. Ao verificar o Kdenlive no repositório do Ubuntu, vi que dessa vez eu só precisaria de alguns poucos pacotes do KDE e do QT. Então só precisei confirmar o comando sudo apt install kdenlive e pronto.


Também baixei o Natron2 e o Lightworks após uma pesquisa detalhada antes de concluir toda as informações. Tirando o inconveniente de ter que se registrar, os pacotes .deb são de altíssima qualidade, só acho que os programas em si são avançados demais para mim. O tempo vai dizer como estarei editando meus vídeos mas por hora esse artigo deve servir para aconselhar o Kdenlive, que foi atualizado em um bom momento já que o Mesa 12 foi portado para o Ubuntu 16.04.2 LTS.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

USB Tipo C Não Precisa Ser Thunderbolt

Está confuso com a existência do USB-C e o Thunderbolt? Deve está, no momento em que eu estou escrevendo esse artigo, eu ainda não sei tudo sobre essas duas tecnologias. Mas aprendir o básico que um consumidor deve saber assistindo muitos vídeos no Youtube e mandando um e-mail para os implementadores que responderam as minhas dúvidas. Então esse artigo irá juntar tudo o que eu vi e colocar nesse artigo.

Usando o Macbook como referência.

Não sou nenhum fã da Apple, nem sou desses que acham os produtos da Apple extraordinários. Ainda assim reconheço que o iPhone, o primeiro smartphone e usado como molde para os aparelhos atuais, foi uma revolução. O título de empresa mais influente na tecnologia adquirido pela Apple é merecido, mas se não fosse, eu utilizaria como referência mesmo assim pois o objetivo é dá o máximo de solidez possível a esse artigo.

O Macbook já utiliza o USB-C, já o Macbook Air utiliza o USB 3.0 e o Thunderbolt 2, esse segundo não sendo compatível nem com o USB 3.0 nem com o USB-C. Uma curiosidade é notar que o leitor de cartões SD só foram eliminados pela Apple em 2016 com o lançamento do Macbook e Macbook Pro.

Comparação


Já na dupla Macbook e Macbook Pro a única conexão fisica com outros dispositivos é através do conector USB-C. A diferença é que o Macbook possui apenas uma porta USB-C, ou seja, 10Gbps. O Macbook Pro possui quatro portas USB-C, mas esses são Thunderbolt 3, ou seja, 4 portas de 40Gbps cada.

Em ambos os produtos, a conexão USB-C é usada para carregar a bateria, mostrando que a conexão suporta muita potência. No caso do Macbook, que tem apenas uma porta, já existe adaptadores com saida para ligar HDMI, USB-C, USB, SD, tudo ao mesmo tempo. Dessa forma é possivel carregar a bateria usando o USB-C do adaptador, ligar o Mac em um monitor, e transferir dados via USB e SD, tudo isso ao mesmo tempo. E eu estou falando do USB-C original. No caso do USB-C Thunderbolt 3, não seria problema fazer isso tudo em uma única porta das quatro que o Macbook Pro possue. Na verdade o Thunderbolt possue a capacidade de ligar dois displays de 4K em uma única porta, ou um display 5K, contra um display 4K no USB-C.

Comparação

Eu não sei vocês mas eu já estou bastante impressionado com o USB-C original, o Thunderbolt 3 deve ser um prato cheio para os profissionais e entusiastas. Como se não bastasse o cabo do USB-C não possue a única posição de conexão, então você pode colocar "de cabeça pra baixo" que os dispositivos vão se conectar do mesmo jeito.

Conclusão

Eu espero que tenha cumprido o objetivo de esclarecer o básico sobre o USB-C, sua diferença para o Thunderbolt e como os dois vão funcionar e coexistir. Mas isso não é tudo é claro, para profissionais há um arquivo .zip com 60MB de PDFs para baixar de graça sobre o USB, então dá para se aprofundar no assunto. Mas esse artigo acaba aqui para que você confira 2 vídeos mostrando duas das várias formas de se utilizar o USB-C. Uma delas mostra ligando um monitor 4K. Enquanto um Macbook envia um sinal 4K para o monitor o monitor carrega a bateria do notebook. O outro é ligando uma placa de vídeo. Nesse caso o Macbook Pro recebe a energia para a bateria e o processamento da placa de vídeo para dá mais poder gráfico ao notebook. Confira!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Ubuntu Não Lê Cartões SD

Será que você leitor já tentou ler um cartão SD, desses usados em máquinas fotográfica e em smartfones, em um leitor de cartão no Ubuntu? Eu coloquei o cartão da minha câmera para testar, já que eu faço vídeo para o youtube, e o Ubuntu não abriu o SD. Vou colocar aqui a solução antes de tudo. Caso seu Ubuntu 16.04 não esteja lendo o SD, basta reinstalar o "udisk2" com o comando abaixo.

sudo apt-get install --reinstall udisks2

Reinicie o PC e pronto, seu Ubuntu irá reconhecer e montar seu SD card da mesma forma que faz com um pendrive. Essa solução eu encontrei no askubuntu, muito útil mas em inglês apenas.

Hã?

Agora você deve está se perguntando como é que as pessoas estão usando o SD ao invés de usar o USB. Eu também me perguntei isso quando vi que todos os notebooks da Apple, os Macbook, tem uma entrada de cartão SD. Pensei que deve ser algo muito importante para o leitor SD está na linha mais profissional de uma marca de luxo. Pode pensar que é só uma questão de ser antiquado, até assistir um vídeo no youtube de um fanboy da Apple reclamar que os novos Macbook e Macbook Pro não vinham mais com leitor SD. É sério! Assistam o vídeo e vejam.


Mas e o que eu acho disso tem alguma condição de ser a realidade de muitos? Bom, a primeira vez que eu usei o SD, notei uma diferença gigante em relação ao pendrive em dois pontos. O desempenho do SD é muito superior na hora de abrir o cartão, e para colocar o cartão no leitor, temos a certeza de quer o leitor de cartão irá se desgastar muito mais devagar que o USB conforme o tempo passa. É como que o Leitor SD fosse durar 1000 anos e a porta USB fosse ficar folgada em apenas 5 anos. Claro que o SD é mais lento que o USB na leitura e gravação, principalmente o USB type C que substituiu o SD nos novos Macbook e Macbook Pro, mas eu disse que o desempenho do SD é muito maior que o USB 2.0 (ainda não vi o USB Type C) para carregar o cartão.

Mas talvez a minha impressão não seja a favorita da classe média alta que tem um Apple. Sabemos por testemunhas que o USB não tem segurança nenhuma. São famosas as notícias de que Israel e EUA invadiam o sistema de energia nuclear iraniano usando as portas USB, ou a construção de pendrives que fritam seu notebook. Talvez o USB Type C tenha resolvido esses problemas de segurança, mas acho que vai demorar para o consumidor confiar, afinal, o SD tem "segurança" no nome. E o Mac está sendo usado até por tribunais de justiça. Final os novos Macbook e Macbook Pro usam o USB Type C "pra tudo", até para carregar a bateria. Mas novas versões do Macbook Air ainda não foram lançadas, e podemos ver nas imagens da página oficial que ele tem um leitor SD na lateral direita.

Conclusão

Esse pequeno contratempo com o SD mostra que o Ubuntu não está 100%. Outro problema no sistema é que muitos aplicativos não são compatíveis com a cryptografia do sistema, como o Kazam. Mas você pode ver que nos demais é a mesma coisa. No mesmo vídeo acima o rapaz fala das falhas do touchbar e do desempenho do novo Macbook, mas sempre foi assim, com uma atualização posterior para resolver os problemas, inclusive de desempenho. Enquanto isso, um único comando simples no Ubuntu para resolver todo o problema dos cartões SD, é mais do que satisfatório.